Ano: 2024
Orientador(a): Ana Luísa Teixeira de Menezes

Resumo: O presente trabalho fala de uma jornada de encontro com o feminino e a ancestralidade indígena através de encontros com a liderança Kaingang Gãh Té e experimentações pessoais interrelacionando com simbologias, narrativas e mitologias indígenas, do estudo da história pessoal e coletiva, de fotografias de registros pessoais ou de fotógrafos, cartões de SoulCollage, imagens artísticas pessoais de sonhos e provenientes do processo de imaginação ativa realizadas no Grupo de estudos dos Livros Negros de Jung, do Professor e analista junguiano, Walter Boechat. O trabalho revela a importância do resgate da história do feminino ancestral com as mulheres indígenas para se poder compreender as repercussões destas à história pessoal e coletiva das mulheres no Brasil na atualidade, considerando a história de violência que as mulheres indígenas vivenciaram na invasão colonial e as consequências desta, na perspectiva do adoecimento e da cura pessoal e coletiva. Esse caminho de acolhimento e consciência sobre as nossas dores se faz necessário para encerrar esse ciclo de dor e sofrimento.  De forma a compreender as narrativas e mitologias ancestrais indígenas sobre o feminino; despertar mulheres e homens para conhecerem tanto a história pessoal quanto coletiva sobre a ancestralidade pessoal e indígena; valorizar o feminino de mulheres e homens, as mulheres indígenas, as histórias e os aprendizados dos antepassados. A experiência de se relacionar com as narrativas e mitologias indígenas, os sonhos e as imagens revelam à pessoa não apenas questões atuais, mas também une essas questões às nossas raízes ancestrais que continuam a reverberar no feminino e nas mulheres. É como se fosse um chamado para escutarmos o que era importante naquele tempo remoto, mas que ainda hoje é importante, essencial e pode não estar sendo escutado, valorizado. É sabido que “ninguém compreende alguma coisa do ponto de vista psicológico, se não a tiver experimentado em si mesmo” (Jung, 2019, p. 86).

Palavras-chave: feminino, ancestralidade e indígena.

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