Ano: 2025
Orientador(a): Sonia Regina Lyra

Resumo: Este trabalho tem como objetivo principal delimitar com toda precisão possível, o que não se constitui a Imaginação Ativa, diferenciando-a de conceitos frequentemente confundidos com essa técnica, como Fantasia Passiva, Imaginação Dirigida e Imaginação Criativa. Para isso, revisita-se a concepção de Imaginação Ativa desenvolvida por Carl Gustav Jung e analisam-se as contribuições de estudiosos do tema, como os analistas junguianos Robert Johnson, Verena Kast, Marie-Louise von Franz, Jeffrey Raff e Sonia Regina Lyra. Além da fundamentação teórica, a pesquisa se apoia nos primeiros ensaios de Jung e em sua trajetória registrada em Os Livros Negros, propondo uma releitura desse conceito essencial para a Psicologia Analítica. A análise do tema também destaca a relevância do processo dialógico com o inconsciente, diferenciando a Imaginação Ativa de práticas voltadas à indução ou manipulação de imagens psíquicas. Ademais, são discutidos aspectos éticos fundamentais para sua aplicação, bem como sua relação com os sintomas e a transformação psíquica/espiritual. Por meio dessa abordagem, busca-se
não apenas esclarecer os equívocos comuns sobre a técnica, mas também ressaltar sua importância para o verdadeiro autoconhecimento e para o processo de individuação, o que implica em que, em algum grau, diga-se o que a Imaginação Ativa também é.

Palavras-chave: imaginação ativa; fantasia passiva; imaginação dirigida; imaginação
criativa; psicologia analítica.

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