Ano: 2025
Orientador(a): Alessandro Caldonazzo Gomes
Resumo: Carl Gustav Jung destaca Mercurius como importante agente da alquimia, sendo os processos alquímicos referência ou paralelos para a compreensão dos processos psíquicos. Baseado nesta relação, Carl Jung assinalou Mercurius como sendo o artífice do processo de individuação, descrevendo-o em sua obra como agente catalisador, psicopompo, transformador, unificador, separador, fixador, divinizador, demoníaco e trickster. Enfim, Mercurius abarca polaridades: o bem e o mal; o criador e o destruidor; o feminino e o masculino; o divino e o demoníaco; o lunar e o solar; o veneno e a cura, dentre várias outras polaridades. Este trabalho tem a finalidade de compreender Mercurius em suas várias configurações, através de suas manifestações e atributos, bem como a interação deste com o inconsciente; verificar a dinâmica de suas ações e demonstrar a íntima relação de Mercurius com o psicoide. Quanto à este último objetivo, a conexão de Mercurius com o psicoide, o presente trabalho explora previamente a busca de entendimento dos fenômenos sincronísticos por Jung, que encontra na física quântica os subsídios necessários para compreensão da sincronicidade. Para tal, reviu com apoio do físico Wolfgang Pauli o conceito de arquétipo, e cunhou o termo psicoide, que se relaciona com os eventos sincronísticos, já que estes se caracterizam pela coincidência significativa, acausalidade e numinosidade. O psicoide apresenta concepção semipsíquica e é manifestação do unus mundus e da vox Dei. A partir do conhecimento de Mercurius e do psicoide, o estudo comparou as configurações e atributos, e verificou-se muitas similaridades. Esta conexão foi confirmada pelo arcabouço teórico do trabalho, principalmente através do conceito intellectus agens. Ao final supõe-se Mercurius como agente do psicoide.
Palavras-chave: alquimia, mercurius, psicoide e sincronicidade.
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