Associação Junguiana do Brasil

Monografias

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Autor: JORGE, Maria Lúcia Lorêdo Abreu
Título: Mãe: corpo e alma em análise- considerações sobre o complexo materno
Ano: 2013
Orientador: Walter Fonseca Boechat

A autora visa no presente trabalho pensar a constelação do arquétipo da grande mãe em pacientes femininas a partir de conceitos fundamentais da psicologia analítica tais como Arquétipo, Inconsciente coletivo e sincronicidade. Utiliza também o conceito de Jung de inconsciente psicoide – semelhante ao psíquico, mas não restrito a ele - para delimitar um nível profundo do inconsciente em que psique e soma são indistintos ou indiscrimináveis.

Através de três diferentes casos clínicos, estuda a constelação dos aspectos psíquicos e somáticos do referido arquétipo em pacientes de diferentes idades. Retoma para este fim considerações de Walter Boechat em seu trabalho: O corpo psicoide - A crise do paradigma e o problema corpo-mente, revelando a importância da constelação do arquétipo da grande mãe em toda a ocasião em que se faz necessária a organização da consciência.

Os casos citados ilustram como em diferentes momentos da vida possíveis articulações psique- soma podem ocorrer na análise, sincronisticamente. Num primeiro caso, uma criança de três anos de idade com graves sintomas de “possessão”, é abordado a partir dos conceitos de deintegração- integração/ desintegração de Michael Fordham. Este exemplo demonstra como, na criança muito pequena imagem e corpo são um todo dificilmente distinguível e como os conteúdos do inconsciente invadem a consciência por meio da linguagem e do corpo.

Num segundo caso apresenta-se uma paciente adulta com importantes sintomas hipocondríacos e depressivos, sendo analisados os aspectos simbólicos tanto das imagens produzidas pela paciente quanto de sua relação com a medicação. Através do conceito de campo interativo em análise , sob a ótica de Mario Jacoby, será possível abordar os sintomas físicos assim como os aspectos simbólicos da produção plástica da paciente.

Num terceiro caso a maternidade biológica - ou sua impossibilidade – se apresentam como questão dentro de uma perspectiva que utiliza a noção de transgressividade do arquétipo na compreensão da relação corpo-mente. Em comum, entre todos os exemplos citados, percebe-se a constelação do arquétipo da grande mãe em seus aspectos somáticos assim como a presença do complexo materno em suas diferentes expressões: positivas e negativas.

A totalidade psique-soma é entendida a partir de diferentes imagens de maternidade em suas diversas constelações tanto na infância quanto na adultidade.Conclui-se que através dos conceitos de sincronicidade e transgressividade do arquétipo é possível a compreensão de fenômenos clínicos nos quais a abordagem a partir da noção de causalidade se mostra insuficiente ou inadequada.

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