Associação Junguiana do Brasil 25 Anos

Monografias

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Autor: Salik, Adriane Garcia
Título: Contratransferência: a arte da análise
Ano: 2017
Orientador: Maria de Lourdes Bairão Sanchez

A análise e a psicoterapia começa a partir do encontro humano e esta troca dos sistemas psíquicos (paciente/analista) é comumente sujeita pelo dado contratransferencial do analista. No entanto, a contratransferência tem sido tema de pouco enfoque pelos analistas junguianos, apesar de sua importância notável na prática clínica. Existem obstáculos metodológicos para o estudo da contratransferência são fatores que interferem na compreensão mais objetiva e uma conceituação clara e prática deste fenômeno. Os objetivos deste trabalho são: compreender os aspectos contratransferenciais envolvidos no processo de análise; revisar os principais autores da psicologia analítica sobre o tema da contratransferência; identificar os aspectos arquetípicos envolvidos na contratransferência; delimitar conceitualmente a contratransferência ilusória e sintônica assim como discutir sobre o trabalho clínico da contratransferência com a função alquímica da imaginatio. A literatura tem evidenciado sua base arquetípica e elegido diferentes imagens que simbolizam os elementos contratransferenciais, como a presença de Mercúrio, considerado o regente da análise; a imagem da Salamandra, que possui habilidades ao entrar em contato com o fogo; Eco representa a necessária capacidade de ecoar uma reflexão empática; Ágape e Eros ambos como faces do amor em análise e o Sarcófago como os remanescentes essenciais do processo de análise. Algumas reações de contratransferência podem denotar uma falha do analista na adequação das necessidades transferenciais do paciente, além disso podem ser resultantes de uma idealização transferencial, assim como funcionar como elemento sintônico ao que está inconsciente no paciente e aparecer ao analista através da imaginatio. A constelação da contratransferência pode simbolizar o terceiro elemento na díade analista-paciente e denota-se como uma experiência fronteiriça experienciada no analista e apresenta-se nos entremeios do campo, entre o individual e o coletivo. Espera-se que a delimitação conceitual da contratransferência habilite o analista a perceber as implicações nas sutilezas da situação analítica e consequentemente, sensibilize-o a compreender o que está ocorrendo entre os parceiros na análise, favorecendo assim o trabalho analítico.

Palavras-chave: campo analítico, imaginatio, psicologia analítica,transferência.

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