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Monografias

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Autor: ALCANTARA, Acací de
Título: O saci: um estudo do arquétipo do trickster na alma brasileira
Ano: 2007
Orientador: Áurea Roitman

Este estudo aborda o arquétipo do Trickster através do mito brasileiro do Saci-Pererê. Por meio de dados bibliográficos coletados, pôde-se perceber quem com o passar do tempo a parte demoníaca e assustadora presente originalmente no mito foi sendo abolida até chegarmos ao momento atual, em que o Saci foi transformado em figura traquinas, bastante amigável, chegando às vezes a ser descrito e representado como um garoto educado.

As bases para o saci fossem caracterizadas como trickster em relação à psicologia analítica foram os trabalhos realizados por C.G.Jung. No âmbito da antropologia, este trabalho segue os pensamentos de Câmara Cascudos e Renato Queirós.

Se a bipolaridade é uma propriedade de todo arquétipo, bem como a imutabilidade de seus aspectos essenciais, surge então a questão sobre o que teria ocorrido com as características negativas que foram suprimidas da imagem do saci.

Na busca de uma resposta para a questão formulada, sugere-se a hipótese de que há uma relação entre o material abolido do mito e uma característica bastante conhecida do povo brasileira do povo brasileiro, a esperteza, a astúcia (“ser esperto”, levar vantagem em tudo”). Observa-se que o material desprezado ganha força no inconsciente e invade a consciência, e dessa forma tem-se uma nação que opera sob a égide tricksteriana.

Uma faceta marcante do trickster é a sua capacidade de enganar e também ser enganado; nós nos identificamos somente com o lado que engana, só que somos de fato uma sociedade de enganados.

Da mesma maneira, o Saci apresenta uma natureza dupla: ela logra e também pode ser lograda. Quem consegue dominá-lo pode obter riquezas. A fortuna é aqui interpretada como um ganho significativo de consciência. A conscientização a possibilidade de libertação do domínio do arquétipo. Dentro do próprio mito se encontra a possibilidade de resolução do conflito; para que isso aconteça, ele precisa ser contado integralmente como sua origem, sem a supressão de traços essenciais.

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