III Jornada – AJB – Psicologia Junguiana: Integrando Saberes e Consciências

Programa

09/11/2018 (Sexta – feira).
18h – Inscrições e entrega de material.
19h – Saudação de abertura – José Jorge de Morais Zacharias (Presidente da AJB).
19h15 – Mesa redonda 1: (Anfiteatro)
Moderador: José Jorge de Morais Zacharias
Arte e loucura, encontro Nise e Jung.
Irene Gaeta
(Psicóloga, analista junguiana, Dep. de Arte e Psic. e Analítica da AJB, docente Unip).
Caminhos de volta: o retorno consciente às origens.
Tereza Caribé
(Psicóloga, analista junguiana, Dep. Psic. Analítica e Alma Brasileira da AJB, presidente do IPABAHIA).
20h15 – Coffee Break.
20h30 – Mesa redonda 2: (Anfiteatro)
Moderadora: Rosa Maria Brizola Felizardo
O processo criativo na literatura e na psicologia analítica.
Rubens Bragarnich
(Psicólogo, analista junguiano, Dep Psic Analítica e Literatura da AJB).
A Imaginação que nos Protege: a abordagem da psicologia arquetípica ao mito.
Gustavo Barcellos
(Psicólogo, analista junguiano, Dep Psic Arquetípica da AJB).
21h30 – Encerramento do primeiro dia.
10/11/2018 (Sábado)
09h – Mesa redonda 3: (Anfiteatro)
Moderadora: Daniela Gauzzi Carneiro Nogueira
Alquimia – modus operandi da análise.
Rosa Maria Brizola Felizardo
(Psicóloga, analista junguiana, Dir Administrativa AJB, Dep de Epistemologia e Pesquisa da AJB) e Maria de Lourdes Bairrão Sanchez (Psicóloga, analista junguiana, Dep de Epistemologia e Pesquisa da AJB, presidente do IJPR).
Conflitos existenciais/espirituais e suas relações com a sincronicidade.
Joel Sales Giglio
(Psiquiatra, analista junguiano, Dep Psic Analítica e Espiritualidade da AJB, docente Unicamp).
10h – Coffee Break
Lançamentos e publicações:
Cadernos Junguianos nº 14 – artigos dos Departamentos da AJB.
Livro: Desvelando a Alma Brasileira de Humbertho Oliveira (org) – (Vozes).
Livro: O irmão de G. Barcellos) 3ª. Edição revista e ampliada – (Vozes).
Coleção Simplificando vol. 1 Tipos Psicologicos e vol. 2 Anima Mundi
11h às 13h – WORKSHOPS, VIVÊNCIAS, E OFICINAS DOS DEPARTAMENTOS
Sala 1 – Psique, corpo e psicologia analítica
Coord.: Elizabeth Zimmermmann
 (Psicóloga, analista junguiana Dep de Psique, Corpo e Psicologia Analítica da AJB, docente Unicamp).
Sala 2 – Literatura – Coord.: Rubens Bragarnich
(Psicólogo, analista junguiano, Dep Psic Analítica e Literatura da AJB).
Sala 3 – Imaginação ativa – Coord.: Sonia Lyra
(Psicóloga, analista junguiana, Dep de Psic Analítica e Imaginação Ativa da AJB) e
Adelaide de Faria Pimenta
(Psicóloga, analista junguiana, Dep de Psic Analítica e Imaginação Ativa da AJB).
Anfiteatro – Alma brasileira – “E desde que o samba é samba é assim”: alma brasileira, suas dores e seus prezares – Coord.: Humbertho Oliveira
(Médico, analista junguiano, Dep Psic Analítica e Alma Brasileira da AJB, presidente do IJRJ).
13h às 14h30 – Almoço
14h30 às 16h30 – WORKSHOPS, VIVÊNCIAS, E OFICINAS DOS DEPARTAMENTOS
Sala 1 – Arte e Psicologia Analítica – Coord.: Irene Gaeta
(Psicóloga, analista junguiana, Dep de Arte e Psic Analítica da AJB, docente Unip),
Silvana Parisi, Paola Vieitas e Denis C. Mendes
(Psicólogos, analistas junguianos, Dep de Arte e Psic Analítica da AJB).
Sala 2 – Psicologia Arquetípica – Coord.: Gustavo Barcellos
(Psicólogo, analista junguiano, Dep Psic Arquetípica da AJB),
Acaci Alcântara e Lunalva Chagas
 (Psicólogas, analistas junguianas, Dep Psic Arquetípica da AJB).
Sala 3 – Eco-psicologia – Coord.: Fabiana Binda
(Psicóloga, analista junguiana, Dep Psic Analítica e Eco-Psicologia) e
Marco Aurélio Bilibio
(Psicólogo, candidato no IJBsb, Dep Psic Analítica e Eco-Psicologia).
Anfiteatro- Alma Brasileira – Colóquio: Colômbia, Brasil e América: a jornada do Guesa e a identidade latino-americana.
Walter Boechat
(Psiquiatra, analista junguiano, Dep Psic Analítica e Alma Brasileira),
Ana Luisa Menezes
 (Psicóloga, candidata no IJRS, Dep Psic Analítica e Alma Brasileira da AJB), e
Gil Duque
(Médico, candidato no IJBsb, Dep Psic Analítica e Alma Brasileira da AJB), e
demais membros do departamento.
16h30- Coffee Break
16h45- Mesa redonda 4: (Anfiteatro)
Moderador: Alessandro Caldonazzo
À flor da pela: reflexões sobre a autoagressão entre jovens.
Renata Whitaker Horschutz:
(Psicóloga, analista junguiana, Dep de Psicoterapia Infantil e Adolescente da AJB) e
demais membros do Departamento.
A caixa de areia na terapia de casal e família.
Paula Pantoja Boechat
(Médica, analista junguiana, Dep de Psic Analítica e Família da AJB, docente Estácio de Sá).
17h45 – Convite ao XXV Congresso AJB em Bento Gonçalves – RS em 2019.
Encerramento e despedidas.
INVESTIMENTO:
Até 31 de Outubro.
Profissionais: R$ 280,00
Membros da IAAP: R$ 250,00
Estudantes e candidatos AJB: R$ 230,00
No dia do evento.
Profissionais: R$ 330,00
Membros da IAAP: R$ 300,00
Estudantes e candidatos AJB: R$ 250,00
Informações: AJB
ajb@ajb.org.br

Em caso de desistência até 10/10/18, 40% do valor da inscriçaõ será reembolsado, após esta data não haverá reembolso.

 

CARTA ABERTA DA ASSOCIAÇÃO JUNGUIANA DO BRASIL – AJB

Como cidadãos e profissionais da saúde mental (psiquiatras e psicólogos), responsável e firmemente, manifestamos a nossa posição frente ao atual campo político brasileiro e aos possíveis resultados que possam advir para a democracia e para a história de nosso País.
Observando a conjuntura social que vivemos fica muito claro a polaridade e dicotomia conflitante entre tendências opostas. Obviamente este é um fenômeno coletivo, já evidente em 2016 quando das manifestações das ruas. Entendemos que visões e crenças diferentes são ingredientes básicos da democracia, onde todas as vozes, tendências e anseios devem ser ouvidos e discutidos em um clima de inclusão de todos os cidadãos. Este diálogo torna-se incompatível quando a discussão se polariza e as diversas possibilidades são suplantadas pela visão de mundo em preto e branco somente.
Neste sentido adoecemos como sociedade, pois a polaridade exclui o todo e tende a criar condições de manifestações de projeções e ódios infundados mesmo entre amigos e familiares. Candidatos são porta vozes das condições psíquicas da sociedade e um olhar sério sobre nosso atual estado como nação se faz necessário.
Podemos verificar que a existência de lamentáveis e trágicos distúrbios em nossa sociedade, não podem ser atribuídas tão-somente à psicologia pessoal das pessoas envolvidas. Há, sim, manifestações de conteúdos coletivos, que modulam as reações em nível pessoal, que vão de discursos de ódio, agressões físicas e psicológicas e disseminação de notícias falsas pelas redes sociais.
Estamos atentos para o sentimento de derrota e de calamidade social no qual se encontra a sociedade brasileira, favorecendo a eclosão de forças regressivas adormecidas no inconsciente, e que se apresentam como solução, porém, com energia emocional suficiente para suplantar a racionalidade, o bom senso, o pacto moral e os princípios básicos de humanismo e de convivência com o outro.
​Nesse contexto, a defesa da Democracia se faz urgente, para acolher e superar as nossas diferenças, evitando o caminho regressivo da barbárie.
​O estado democrático de direito exige o acolhimento, o respeito, o diálogo sem fanatismos, a análise racional dos motivos e acima de tudo o respeito aos Direitos Humanos, conquistado a duras penas. O estado democrático exige uma atenção social constante com respeito e empatia, em um trabalho de afeto catalisador, como diria a Dra. Nise da Silveira: “um ponto de referência e apoio […] tornando uma relação de amizade” (Imagens do inconsciente. Petrópolis: Vozes, 2015: 77).
​O nosso trabalho profissional e cotidiano na Psicologia Analítica é auxiliar as pessoas a escolherem e a tomarem decisões construídas por meio de um empenho pessoal, que pode ser até contrário aos conteúdos coletivos dominantes.
​O ofício psicoterapêutico junguiano envolve-nos no cuidado de desidentificar a pessoa da contaminação coletiva em busca de seus próprios valores e crenças que fazem sentido profundo à sua Alma. Sabemos que todas as vezes que as psiques individuais se confundem nos parâmetros das massas, as consequências são, no mínimo, desagradáveis, quando não, na realidade, nocivas aos sentimentos vitais individuais, como: a perda da solidariedade, da percepção de vida comunitária e espiritual, de disponibilidade para se ligar a outras pessoas, mesmo que sintam e pensem de forma diferente, com amor e carinho.
​“O elemento de diferenciação é o indivíduo”, conforme afirma Carl Gustav Jung:- “As mais altas realizações da virtude, assim como os maiores crimes, são individuais. Quanto maior for uma comunidade e quanto mais a soma dos fatores coletivos, peculiar a toda grande comunidade, repousar sobre preconceitos conservadores, em detrimento da individualidade, tanto mais o indivíduo será moral e espiritualmente esmagado. O resultado disto é a obstrução da única fonte de progresso moral e espiritual da sociedade. Nestas condições só poderão prosperar a socialidade e o que é coletivo no indivíduo. Tudo o que nele for individual submerge, isto é, está condenado à repressão: os elementos individuais caem no inconsciente onde, geralmente, se transformam em algo de essencialmente pernicioso, destrutivo e anárquico” (O eu e o inconsciente. Petrópolis: Vozes, 1987: 27. Obras Completas: Vol. VII/2, § 240).
​Encerrando nossa argumentação nós, a Associação Junguiana do Brasil – AJB, como associação de profissionais de prática e formação de analistas junguianos, afirmamos nosso apoio incondicional à democracia, aos valores humanos, à liberdade de expressão, ao respeito aos indivíduos e suas ideias, sentimentos e diferenças. Apoiamos a liberdade, a igualdade e a fraternidade, apoiamos a unidade na diversidade.

Associação Junguiana do Brasil – AJB
Outubro de 2018.