AJB – Associação Junguiana do Brasil

A Associação Junguiana do Brasil-AJB é uma entidade sem fins lucrativos, que tem por objetivos promover o aperfeiçoamento ético e profissional de seus membros na prática da Psicologia Analítica; divulgar o pensamento de C. G. Jung, através de congressos e encontros científicos; colocar em discussão assuntos relevantes para a Psicologia Analítica, por meio de publicações em livros e revistas; desenvolver linhas de pesquisa em diversos campos de aplicação da Psicologia Analítica de C. G. Jung, em seus aspectos clínicos, culturais e em suas tangências interdisciplinares.

Possui atualmente oito Institutos, nas cidades de São Paulo (Instituto Junguiano de São Paulo), Rio de Janeiro (Instituto Junguiano do Rio de Janeiro), Belo Horizonte (Instituto C. G. Jung de Minas Gerais), Campinas (Instituto de Psicologia Analítica de Campinas), Curitiba (Instituto Junguiano do Paraná), Porto Alegre (Instituto Junguiano do Rio Grande do Sul), Salvador (Instituto de Psicologia Analítica da Bahia) e Brasília (Instituto Junguiano de Brasília). Os institutos são responsáveis pela formação de novos analistas e pela atuação da AJB em nível regional.

Leia matéria sobre a Associação Junguiana do Brasil (AJB) no boletim semestral da International Association for Analytical Psychology. Para ver a matéria, clique aqui.

Membros

Diretoria

    MEMBROS DA AJB

    INSTITUTO C. G.  JUNG DE MINAS GERAIS

    ADELAIDE DE FARIA PIMENTA

    DANIELA GAUZZI CARNEIRO NOGUEIRA

    ENEIDE DE SOUZA CAETANO

    JOSIANE SÁ DE OLIVEIRA PÁDUA

    JUSSARA MARIA DE FÁTIMA CÉSAR E MELO

    LUIZ GUILHERME MAFLE FERREIRA DUARTE

    SOLANGE MISSAGIA DE MATTOS

    INSTITUTO DE PSICOLOGIA ANALÍTICA DE CAMPINAS

    ALESSANDRO CALDONAZZO GOMES

    ANA CAROLINA FALCONE GARCIA

    ANA LUISA MARQUES TRABALLI

    ANA MARIA LITJENS 

    ANDRÉ VIEIRA DE ALMEIDA

    ANDRÉA CUNHA

    CRISTINA DOS SANTOS FERREIRA TOSE

    DENISE AMORELLI SILVEIRA

    ELAINE MARIA CASTRO DE PAULA 

    ELISABETH BAUCH ZIMMERMANN

    FABIANA L. BINDA GRAZI

    IDALINA APARECIDA DE SOUZA

    JOEL SALES GIGLIO

    JOSEANE FUSSI VELOSO

    LILIANA VALÉRIA CRISCI ABEID

    LUNALVA FIÚZA CHAGAS

    MARINA MENECHINO COSTA DE CAMARGO

    MONICA ZANZINI CERTAIN

    NARA SANTONIERI

    PAULO JOSÉ BAETA PEREIRA

    RAUL MARQUES

    ROGER NAJI EL KHOURI

    ROSELAINE GAINO FOLCHETTI

    SIRLEI LOURENÇO DOS SANTOS

    INSTITUTO JUNGUIANO DO PARANÁ

    ADRIANA GORETTI DE OLIVEIRA LOPES

    ADRIANE GARCIA SALIK

    AMELIA DE OLIVEIRA JUNKES

    ELIANE KEINERT PETRAGLIA

    ELIANE LAIS SCHNEIDER

    ELIZABETH ALMEIDA DO AMARAL

    ELIZABETH DE MIRANDA SANDOVAL

    FREYA KOFTMANN IMAGUIRE

    GABRIELA BETTO ETCHEVERRY

    ISABEL CRISTINA DE ABREU FOCHESATO

    JORGE ANTONIO JORGE

    JOSÉ TARCÍSIO AGUILAR

    JULIANO MALUF AMUI

    KELLEN SOUSA OLIVEIRA SZÉLIGA

    MARIA DE LOURDES B. SANCHEZ

    MARIA DE LOURDES SCHEIDTMÄDER

    MARIA HELENA PELANDA

    MARIA LUIZA VIEIRA FAVA

    MARISA R. GOMES KLöKNER

    NELIO PEREIRA DA SILVA

    PRICILLA BUZZACHERA DE SOUZA

    RENATA CUNHA WENTH

    SHEILA WOLLER JUGEND

    SONIA REGINA LYRA

    SUZANA LYRA STRAPASSON

    INSTITUTO JUNGUIANO DE SÃO PAULO

    ACACÍ DE ALCÂNTARA

    ANGELA COSAC NACÁCIO

    ANGELA GUIDON HINSHAW

    CANDIDO PINTO VALLADA

    CARMEN L. DO CARMO MARQUES

    CARMEN LIVIA GIRADE PARISE

    CRISTIANE ADAMO

    DAVID PHILLIP BUTLER

    DENIS CANAL MENDES

    DENISE DINIZ MAIA

    DULCE H. RIZZARDO BRIZA

    DURVAL LUIZ DE FARIA

    EDNA GARCIA LEVY

    FRANCISCO GILBERTO LABATE

    GLAUCO JOSÉ RIZZARDO ULSON

    GUSTAVO F. BARCELLOS DOS SANTOS

    IRENE PEREIRA GAETA

    JOSÉ JORGE DE MORAIS ZACHARIAS

    JULIANA NACARATO DELGADO

    MARIA PAULA MONTEIRO SILVEIRA BUENO PERRONE

    MARISA HORTA IMPERATRICE

    MÁRUA ROSENI PACCE

    NEUSA VAZ MACIA

    PATRÍCIA EUGENIO VALLADÃO FLORES

    PATRICIA PIRES DE CAMPOS

    PAULA ELISA RICARDO SERAFIM DARÉ

    PAULO R. VICENTINI CORAZZA

    REGINA HELENA HORTA SAMPAIO

    REJANE M. GOMES LEITE NATEL

    RENATA WHITAKER HORSCHUTZ

    RICARDO PIRES DE SOUZA

    RUBENS BRAGARNICH

    SILVIA E. FAIBISCHEW GRAUBART

    STELLA STEINWASCHER

    SULA C. GUERCHON

    SYLVIO CAMPOS TOLEDO JUNIOR

    VERA LUCIA GAVA

    ZILDA MARIA DE PAULA MACHADO

    INSTITUTO JUNGUIANO DO RIO DE JANEIRO

    ANA CAROLINA CUEVA SILVA

    ANDREA F. DE OLIVEIRA LIMA TOSTES

    ÁUREA CHRISTINA TORRES

    CLAUDIA BRASIL

    CLAUDIA CARDOSO SEMEGHINI FEITOSA

    DANIELA BENZECRY

    DULCINEIA DA MATA RIBEIRO MONTEIRO

    HELENA SALDANHA DE AZEVEDO SANTOS

    HUMBERTHO DE OLIVEIRA

    JORGE LUIZ DE OLIVEIRA BRAGA

    JOSÉ GERALDO SALGADO DE MENDONÇA

    LEIZA PEREIRA

    LÍGIA DINIZ

    LYGIA ARIDE FUENTES

    MARIA CRISTINA URRUTIGARAY

    MARIA LUCIA LOREDO ABREU JORGE

    MERCEDES ELENA GUTIÉRREZ ÁVILA

    MÔNICA HELENA WEIRICH DE SANTANA

    PAULA PANTOJA BOECHAT

    SIGRID HAIKEL

    SONIA MARIA HAVAS

    VERA L. MAFRA DE MACEDO

    VIVIANE CÁSSIA HEIMBURGUER RICHARDSON

    WALTER FONSECA BOECHAT

    INSTITUTO JUNGUIANO DO RIO GRANDE DO SUL

    ADRIANA DE SOUSA FERREIRA

    ANAHY FAGUNDES DIAS FONSECA

    ANITA MUSSI KLAFKE

    BENIGNA JUSSARA PINHEIRO GANDOLFI

    CLAISE MARIA RADDATZ

    CLENIR ANTÔNIA PINHEIRO BUENO

    CORINA POST

    ELIANE BERENICE FROTA LUCONI

    GELSON LUIS ROBERTO

    GERSON FARIAS KLEIN

    GISELA CARDOSO

    JOYCE LESSA WERRES

    MARIA DENISE LEAL VARGAS

    MAYTÊ ROMERO

    PATRICA FLORES DE MEDEIROS

    RAFAEL GOMES GIORDINO

    ROBERTO FABIO LEHMKUHL

    ROGÉRIO MESQUITA

    ROSA M. VALENTE CORRÊA PINTO

    ROSA MARIA BRIZOLA FELIZARDO

    TELMA RIPOLL BECKER

    INSTITUTO DE PSICOLOGIA ANALÍTICA DA BAHIA

    DANIELA MONTEIRO KROGGEL SÁ

    FABIANA TEIXEIRA PITHON

    ILANA RODRIGUES SANTOS

    ISABELA SAFFE

    LIA MONTEIRO BOGDANOWICZ – ISENTA POR DOENÇA DA AJB e IAAP

    MARIA CRISTINA SOUZA MOTA

    MARIA DE FATIMA SANTA ROSA GUIMARAES MATO

    MILENA MARQUEZ METIDIERI

    NADJA LUCIA FERREIRA DE ALBUQUERQUE FERNANDES

    TEREZA C. C. CARIBÉ DE ARAÚJO PINHO

    VERA LUCIA ROCHA

    INSTITUTO JUNGUIANO DE BRASILIA

    ÁUREA HELENA PINHEIRO ROITMAN 

     

    CARTA ABERTA DA ASSOCIAÇÃO JUNGUIANA DO BRASIL – AJB

    Como cidadãos e profissionais da saúde mental (psiquiatras e psicólogos), responsável e firmemente, manifestamos a nossa posição frente ao atual campo político brasileiro e aos possíveis resultados que possam advir para a democracia e para a história de nosso País.
    Observando a conjuntura social que vivemos fica muito claro a polaridade e dicotomia conflitante entre tendências opostas. Obviamente este é um fenômeno coletivo, já evidente em 2016 quando das manifestações das ruas. Entendemos que visões e crenças diferentes são ingredientes básicos da democracia, onde todas as vozes, tendências e anseios devem ser ouvidos e discutidos em um clima de inclusão de todos os cidadãos. Este diálogo torna-se incompatível quando a discussão se polariza e as diversas possibilidades são suplantadas pela visão de mundo em preto e branco somente.
    Neste sentido adoecemos como sociedade, pois a polaridade exclui o todo e tende a criar condições de manifestações de projeções e ódios infundados mesmo entre amigos e familiares. Candidatos são porta vozes das condições psíquicas da sociedade e um olhar sério sobre nosso atual estado como nação se faz necessário.
    Podemos verificar que a existência de lamentáveis e trágicos distúrbios em nossa sociedade, não podem ser atribuídas tão-somente à psicologia pessoal das pessoas envolvidas. Há, sim, manifestações de conteúdos coletivos, que modulam as reações em nível pessoal, que vão de discursos de ódio, agressões físicas e psicológicas e disseminação de notícias falsas pelas redes sociais.
    Estamos atentos para o sentimento de derrota e de calamidade social no qual se encontra a sociedade brasileira, favorecendo a eclosão de forças regressivas adormecidas no inconsciente, e que se apresentam como solução, porém, com energia emocional suficiente para suplantar a racionalidade, o bom senso, o pacto moral e os princípios básicos de humanismo e de convivência com o outro.
    ​Nesse contexto, a defesa da Democracia se faz urgente, para acolher e superar as nossas diferenças, evitando o caminho regressivo da barbárie.
    ​O estado democrático de direito exige o acolhimento, o respeito, o diálogo sem fanatismos, a análise racional dos motivos e acima de tudo o respeito aos Direitos Humanos, conquistado a duras penas. O estado democrático exige uma atenção social constante com respeito e empatia, em um trabalho de afeto catalisador, como diria a Dra. Nise da Silveira: “um ponto de referência e apoio […] tornando uma relação de amizade” (Imagens do inconsciente. Petrópolis: Vozes, 2015: 77).
    ​O nosso trabalho profissional e cotidiano na Psicologia Analítica é auxiliar as pessoas a escolherem e a tomarem decisões construídas por meio de um empenho pessoal, que pode ser até contrário aos conteúdos coletivos dominantes.
    ​O ofício psicoterapêutico junguiano envolve-nos no cuidado de desidentificar a pessoa da contaminação coletiva em busca de seus próprios valores e crenças que fazem sentido profundo à sua Alma. Sabemos que todas as vezes que as psiques individuais se confundem nos parâmetros das massas, as consequências são, no mínimo, desagradáveis, quando não, na realidade, nocivas aos sentimentos vitais individuais, como: a perda da solidariedade, da percepção de vida comunitária e espiritual, de disponibilidade para se ligar a outras pessoas, mesmo que sintam e pensem de forma diferente, com amor e carinho.
    ​“O elemento de diferenciação é o indivíduo”, conforme afirma Carl Gustav Jung:- “As mais altas realizações da virtude, assim como os maiores crimes, são individuais. Quanto maior for uma comunidade e quanto mais a soma dos fatores coletivos, peculiar a toda grande comunidade, repousar sobre preconceitos conservadores, em detrimento da individualidade, tanto mais o indivíduo será moral e espiritualmente esmagado. O resultado disto é a obstrução da única fonte de progresso moral e espiritual da sociedade. Nestas condições só poderão prosperar a socialidade e o que é coletivo no indivíduo. Tudo o que nele for individual submerge, isto é, está condenado à repressão: os elementos individuais caem no inconsciente onde, geralmente, se transformam em algo de essencialmente pernicioso, destrutivo e anárquico” (O eu e o inconsciente. Petrópolis: Vozes, 1987: 27. Obras Completas: Vol. VII/2, § 240).
    ​Encerrando nossa argumentação nós, a Associação Junguiana do Brasil – AJB, como associação de profissionais de prática e formação de analistas junguianos, afirmamos nosso apoio incondicional à democracia, aos valores humanos, à liberdade de expressão, ao respeito aos indivíduos e suas ideias, sentimentos e diferenças. Apoiamos a liberdade, a igualdade e a fraternidade, apoiamos a unidade na diversidade.

    Associação Junguiana do Brasil – AJB
    Outubro de 2018.